BREVE COMENTÁRIO SOBRE O CASO DE RACISMO DO CARREFOUR EM 2020
É com muita tristeza que durante a pandemia a sociedade brasileira pode observar um ato tão impactante de um funcionário do Carrefour.
Detalhe
que esse ato foi feito pelo segurança da filial no município de São Paulo. Justo
o segurança que tem a função de proteger os clientes/cidadãos presentes no
local.
Ao
analisar o caso, pode-se perceber que houve dois tipos de racismo naquele ato
de violência física.
Teve
a violência física em si, mas também teve a violência gerada pela omissão
(violência omissiva) proferida pela pessoa que estava filmando aquele ato.
Nessa
sociedade digital é mais fácil filmar ao invés de fazer alguma coisa.
Mas
aí, resta a dúvida: “mas o que fazer nessa situação?”
Bom,
se eu estivesse presenciando uma briga com violência física, como mulher, não
iria me envolver diretamente, mas eu iria correr e procurar outras pessoas,
para falar sobre a violência, e ligar para a polícia militar. Sobre a questão da
filmagem, todo o ambiente do Carrefour já tem sistema de monitoramento próprio,
então basta chamar a atenção daquele ato para mais pessoas para o “barulho”
acontecer.
Vale
lembrar também que esse ato de violência era um local público, provavelmente
esse local era em uma região comercial, pois o Carrefour nunca que iria montar
uma filial em uma região isolada.
Um
supermercado multinacional como o Carrefour sempre está localizado em uma
região de fluxo intenso de pessoas. É uma estratégia empresarial.
Logo,
se a pessoa que estivesse filmando, ao invés disso, procura-se chamar a atenção
de outras pessoas, ou liga-se para a polícia; talvez esse homem não estaria morto
agora.
Necessário
refletir também na questão do racismo estrutural.
As
estruturas da nossa sociedade induzem à essa omissão de ação, ou seja, a estrutura
da nossa sociedade faz com que os cidadãos sejam passivos nas questões de
interesse coletivo.
Esse
racismo estrutural é discutido pelo sociólogo Jessé Souza, em seu livro “A
tolice da inteligência brasileira”, do ano de 2015. Mas o Jessé Souza tem várias
outras obras sobre o racismo estrutural e de seus impactos na sociedade.
Referências:
1.
20 de novembro: Dia da Consciência Negra –
por uma educação antirracista. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=ujCjC2Br6-Q.
Acessado em: 22/11/2020.
2.
Racismo e morte no Carrefour são a ponta de
um iceberg envolvendo multinacionais. Brasil de fato. Ano: 2020. Disponível em:
https://www.brasildefato.com.br/2020/11/21/racismo-e-morte-no-carrefour-sao-a-ponta-de-um-iceberg-envolvendo-multinacionais
. Acessado em: 22/11/2020.

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