Sobre a tragédia de Beirute, no Líbano.
Já parou para pensar como que está a vida de quem vive ou vivia em Beirute, no Líbano? Imagine aquela pessoa que não estava na cidade, quando a tragédia aconteceu, e ao chegar na cidade, na rua da sua casa, não encontra mais a sua casa!
Como você se sentiria? Num dia você sai para trabalhar, em uma cidade vizinha, e no outro dia, sua casa não está no mesmo lugar, ou não existe mais!
Imagine se você tem um gato ou um cachorro, e ele se foi, junto, com a casa!
Como você reagiria?
Eu não sei como eu reagiria, não tenho bens materiais relevantes, mas saber que o local que eu descanso todos os dias, não existe mais, é uma sensação ruim.
Talvez, ficaria com raiva. Raiva do governo local e do governo federal; por manter relações jurídicas que não promovem um equilíbrio entre os cidadãos. Raiva do Ministro de relação exteriores, pois se alguém condicionou aquela grande quantidade de produtos inflamáveis naquele local, foi porque existe uma cadeia de ações políticas que proporcionou aquilo. Mas, quem se importaria com a minha raiva com a política? Sou apenas um CPF ativo nessa civilização digital.
Como sobreviveria após esse grande evento?
Concerteza, sairia daquela cidade. Recomeçar do zero, em qualquer lugar, menos ali!
Colocar um fim na minha existência, não seria a saída. Não teria graça. Colocar fim a minha existencia, seria concordar com os objetivos de quem causou aquela tragédia. Sobreviver é o que importa. Diante de tanta coisa ruim, saber que você sobreviveu aquela tragédia, e que um dia o responsável por aquela ação, vai aparecer; isso seria motivo suficiente, para sobreviver, e assim, ver o que passava na mente dos sujeitos responsáveis para aquele ato.

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