Quem deve se salvar: os empresários/acionistas ou o trabalhador assalariado de 1200,00 mensais?

Em meio a essa crise sanitária, fico pensando como o governo está administrando os interesses públicos. Por exemplo, inicialmente, Bolsonaro tentou minimizar o corona vírus, e tentou fazer com que os cidadãos acreditassem que é só uma gripezinha – e olha que ele tentou eim!

Depois, venho o prefeito da minha cidade, São José dos Campos - SP, que pressionado pelo setor financeiro e empresarial decidiu ceder aos interesses do capital, e inventou um critério diferente do critério estadual para falar, que a cidade estava livre do corona vírus.

Agora tem a ameaça das aulas presencias em setembro. O argumento do prefeito é que a cidade está com baixos indíces de contaminação. Mas poxa vida, se está com baixa indíces de contaminação, não seria melhor continuarmos com as políticas de distanciamento social, ao invés de expor as pessoas novamente, obrigando-as a irem para as escolas. E quando se trata de escolas, não envolve somente crianças, mas toda a cadeia de funcionários, seja os professores, a equipe administrativa da escola, as cozinheiras, a equipe de limpeza, os funcionários do transporte escolar e toda a comunidade no entorno da escola.

Em outros países, que passaram por esse momento de baixa contaminação, onde as escolas voltaram a funcionar presencialmente, tempos depois, os casos voltaram reaparecer. O único jeito é esperar essa vacina sair. Temos que nos habituar a conviver nesse mundo digital, e sair de casa, somente aquelas pessoas que realmente não podem ficar em casa, pois os serviços essenciais estão abertos.

As administrações municipais têm que se prevenir das dificuldades das famílias mais vulneráveis, e não ficar cedendo a pressões de empresários e acionistas egoístas.

A acumulação de capital sem limites tem que parar, essa mania de querer lucrar todo dia, está colocando em risco o planeta e a dignidade da vida daqueles que só tem a sua força física para vender no mercado. Vamos pensar num futuro, onde todos possamos conviver sem medo, porque antes dessa pandemia, a vida urbana era cheia de inseguranças, tais como, furtos, roubos, sequestro, estupros e extorçoes são exemplos claros que a sociedade está doente. Não foi a pandemia que “arruinou” a economia, foi os planos econômicos executados que cavou essa cova. Uma sociedade que permite que a desigualdade social ocorra, é uma sociedade doente.


Referência:

1. Pandemia e Direito constitucional: genocídio, direitos sociais e limite dos direitos. https://www.youtube.com/watch?v=DWKw37TckF8


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