COMO NÃO SE SUBMETER A HONORÁRIOS IRRISÓRIOS?
A primeira coisa que um estudante de Direito pensa logo no primeiro ano de faculdade, é o dinheiro que aquela carreira poderá lhe proporcionar, mais conhecido como honorários advocatícios.
No primeiro ano da faculdade, abrir um escritório, com amigos ou sozinho, é o sonho de qualquer jovem inocente que sonha em distribuir justiça na sociedade em que vive.
Mas quando você vai para o quinto ano do curso, começa a “rolar” um desespero, misturado com ansiedade e um pouco de medo.
Com pesquisas na internet e nas redes sociais, podemos achar diversos caminhos, “mapas” ou “pegadas” de advogados que fizeram sucesso durante anos e que, atualmente, trabalham como “coach jurídico” para auxiliar os novatos advogados a se inserir no mercado.
A dúvida inicial é: estudar para carreiras públicas ou abrir um escritório?
Um dos erros dos novos advogados é que eles, por não ter experiência profissional, não fazem muitas exigências quando possuem um serviço a prestar. Quando se trata de prestação de serviço para Pessoa Jurídica, o risco do jovem advogado ser desvalorizado é ainda maior, pois ele não conhece nada no universo profissional e fica sujeito as armadilhas do capitalismo selvagem.
Por isso, existe um projeto de lei, que criminaliza o aviltamento dos honorários, pois o Estatuto da Advocacia e o Código de Ética não traz nenhuma penalidade para aquele advogado que cobra valores muito abaixo da tabela da OAB.
Existe casos em que o advogado participou de uma audiência trabalhista por R$ 17,00. É muito triste saber que isso acontece e fatos como esse, prejudica toda a classe de profissionais, pois, porque uma pessoa contrataria um advogado pelo preço da tabela da OAB, se ele sabe que, se procurar mais um pouco, sabe que vai encontrar um advogado, desesperado, aceitando demandas com valores bem abaixo do mercado.
Para que isso não aconteça, o advogado precisa ter noção de que não pode prejudicar seus colegas de profissão, se sujeitando à valores inferiores ao praticado no mercado. Será que a criminalização dessa conduta que gera um grande dano para a coletividade de advogados, é uma saída para recuperar a imagem social desse profissional tão importante para o estabelecimento da justiça?
Por fim, vou finalizando esse "post" deixando no ar essa dúvida, causadora de tanta controvérsia no universo acadêmico.


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