Políticos influencers ou políticos blogueirinhos: nova modalidade de legislar.

Nessa era digital, as campanhas políticas serão diferentes. Provavelmente, aqueles panfletos, entregues nas casas vai acabar, o que é ótimo para o meio ambiente; e as propagandas no Youtube, Stories do Instagram, do facebook e propagandas no Spotify irão aumentar.
Nossos políticos e quem quer concorrer a um cargo eletivo, tem que estar inserido em uma rede social. O ideal é estar em três redes sociais, que são: o Instagram, o Facebook e o Whatszap. Esses são os mais utilizados.

O Instagram é uma rede social, que a princípio era um álbum digital, mas depois surgiu os stories, que são videos de 15 segundos aproximadamente por postagem e, por fim, surgiu as lives.

As lives são transmissões ao vivo para os seus seguidores. Quem tem intenção de atuar na política e não entender dessas tecnologias, vai ficar em desvantagem.

O Facebook tem mais possibilidades, pois além de postar fotos, dá para postar videos e documentos. Sem falar da possibilidade de criar fóruns na plataforma, que são os “grupos”. Qualquer um pode escolher um assunto, e criar um grupo no Facebook para debater sobre ele.

O Whatszap é um aplicativo de mensagens rápidas, e agora é possível fazer chamadas de video em grupo, o que por óbvio, só aumentou a popularidade desse aplicativo.

Diante de tudo isso, um novo modelo de legislar nasceu nessa era digital: os políticos influencers. Mas, um político pode dizer qualquer coisa na internet?

Com relação ao conteúdo produzido pelos políticos influencers, quem fiscaliza e controla esses políticos são os seus próprios seguidores. Se uma determinada postagem do político X está ruim, os seguidores avaliam a moralidade dessa postagem, por meio dos comentários, e caso o político não mude de posicionamento, perderá aquele seguidor.

Se as redes sociais forem regulamentadas, com leis que respeite os direitos humanos e todo o ordenamento jurídico brasileiro, não há porque encarar esse novo modelo de legislar, como algo errado. Pelo contrário, é até muito mais rápido buscar uma informação através da internet, ou falar com o vereador do seu bairro pelo Whatszap ou através do seu perfil do Facebook, do que ter que ir até a Câmara Municipal, pegar uma senha e esperar na fila para ser ouvido pelo vereador.

Tenho perspectivas positivas sobre essa era digital. Óbvio que tem muitos problemas, como aquelas pessoas vulneráveis que ainda não estão inseridas digitalmente, e exatamente por isso, que o atendimento presencial nas Casas Legislativas devem continuar.


Referência:

1. Mattos, Marcela. Os parlamentares influencers que dominam as redes sociais. Data: 10/05/2020. <https://veja.abril.com.br/politica/pesquisa-os-deputados-influencers-que-dominam-as-redes-sociais/>.


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